12.7.04

PABLO NERUDA

O MAR


Um único ser, mas não existe sangue.
Uma carícia apenas, morte ou rosa.
Vem o mar e reúne as nossas vidas,
sozinho ataca e reparte-se e canta
em noite e dia e criatura e homem.
A essência: fogo e frio: movimento.

(de Plenos Poderes, tradução de José Bento, in Antologia de Pablo Neruda, editorial Inova SARL, 1973 - colecção as Mãos e os Frutos)

11.7.04

ANTONIO GAMONEDA

Oír el corazón
en un silencio nuevo,
advertir el destino
donde estaba el deseo.

Oh verdadero amor,
qué sensación de tiempo
poseído, pensar
en el mundo y en ti
en sólo un pensamiento.

(in Edad - Poesía 1947-1986, Catedra, 5ª ed: 2000)