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2.3.12


[outros melros LXIII] 

GEORG TRAKL


CANTO DUM MELRO PRESO
A Ludwig von Ficker

Hálito escuro na verde ramaria.
Florinhas azuis pairam em volta da face
Do solitário, fazendo morrer o passo
Dourado sob a oliveira.
Levanta voo a noite em asa ébria.
Tão baixo sangra humildade,
Orvalho, que manso goteja do espinheiro em flor.
Compaixão de braços radiosos
Abraça um coração que quebra.


(in Traduções II – Obras Completas de Paulo Quintela, Fundação Calouste Gulbenkian, 1998 – original de Sebastião em Sonho, 1915)

24.9.03

[outros melros I]

MICHAEL DONHAUSER

TU, APELO DO MELRO


Tu, apelo do melro, ainda e agora
Quando a tarde lilás e brilha
Assim sobre o fim das ruas
Das praças e entre as varas
Varas finas dos choupos, onde tu
E cantas, limpidamente com as vozes
Ou com um grito rouco e
Negro a clareira atravessas

[de Das Coisas, tradução colectiva (Mateus, Outubro de 1998) revista completada e apresentada por João Barrento, Quetzal editores, 2000]