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20.4.06

[500 anos depois - 4]

MÁRIO RUI DE OLIVEIRA

JERUSALÉM


Também assim os versos
caem perto do que esquecemos e arrastam
a mil anos de distância
esta espécie de uivo
este grito de veludo escondido em nós
desde que os glaciares derreteram

nossas mãos
assemelham-se tanto a cidades destruídas

Jerusalém, meu coração

(de Bairro Judaico, Assírio & Alvim, 2003)

6.3.04


(Alberto Giacometti, estudo para Homem Caminhando)

MÁRIO RUI DE OLIVEIRA

O VENTO DA NOITE


De olhos cerrados, num autocarro, até me perder. Vazio, indigente, puro, regresso suplicando compaixão. É tarde. O crepúsculo já pronunciou o seu nome e não sei onde fica a minha casa.
Rente aos muros, coração descalço, persigo o vento da noite, o murmúrio de uma voz.

(de O Vento da Noite, Assírio & Alvim, 2002)

26.9.03

OSSOS FRÁGEIS

Há cerca de um mês, entre Tiziano e Goya, encontrei o padre Tolentino, que me pagou um café ("paga-me um café e conto-te a minha vida") e me apresentou o padre Mário Rui Oliveira.
Fico agora feliz por os rever numa equipa que, além de outros inclui também o meu caro amigo Paulo do Vale.

A frase soa estranha, mas é sincera: bem vindos, Intrusos!