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25.10.07

GRÉCIA ANTIGA

Niki tis Samothrakis / Vitória de Samotrácia
Paris, Museu do Louvre


MARIA ÂNGELA ALVIM


VITÓRIA DE SAMOTRÁCIA


Não aqui, - além é que existes. Teu vôo
demais amplo na extensão dos olhos
de tão curto olhar,
em tempo de pausa acompanhamos.

Mito
anjo
graça
alma de dança
teu corpo era paixão na pedra.

... Param os passos,
espraia-se o mar
onde arrebatas as vestes do vento,
ó vertigem de ser e de estar!

(de Barca do Tempo (1950-1955), 1962 - in Superfície / toda poesia, Assírio & Alvim, 2002)

11.10.05




RUY VENTURA

memória


mal oiço o som do alaúde em tua casa.
não consigo ver a pomba
voando sobre a cinza,
no sepulcro da ruína e desta alma.
exumei com os olhos
o mosaico que rodeava, talvez, esse coração ?
mergulhado na água e na melodia.

séculos depois, encontro esse rosto
tão cedo escondido.
desenhado no mármore.
como numa fotografia.
esse sorriso escavando a penumbra da nave ?

a iluminação das lágrimas
no interior do vidro.

Mérida - estela funerária de Lutatia Lupata (séc. II d. C.)

(do inédito Habitação do Tempo, gentilmente enviado pelo Autor)