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13.1.09
31.7.04
[a ironia da canção dos Xutos]
É amanhã dia 1 de Agosto
e tudo em mim é um fogo posto
É amanhã dia 1 de Agosto
e tudo em mim é um fogo posto
13.1.04
TIM: As palavras são os tijolos. São os alicerces. Poemas?! Não! São letras rock.
Remar, remar
Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
Aa vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas
Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz
Berras às bestas
Que te sufocam
Em braços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor
Remar remar
Forçar a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés
(editado em single, em 1984)
Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
Aa vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas
Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Nada me diz
Berras às bestas
Que te sufocam
Em braços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor
Remar remar
Forçar a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés
(editado em single, em 1984)
[há 25 anos...]
(...)
ZÉ PEDRO: Com aquele speed todo, um gajo estava a tocar e parecia que o tempo nunca mais passava, eu dizia «Muda! Muda!» e passado uns segundos «Acaba, acaba e começa já outra! Não percas muito tempo.» Foi tudo muito confuso!
TIM: A gente a serrar e os gajos do público deviam pensar que era sound-check... porque nós, mal o gajo que nos foi apresentar disse: «Xutos & Pontapés Rock'n'Roll Band», entrámos. Pegámos nos instrumentos e começámos logo. Por fim o Zé Leonel estava tão à toa que saiu pela frente do palco. O Kalu, quando o viu sair, foi-se também embora. Fiquei eu e o Zé Pedro sozinhos... quando reparámos nisso, fomos também embora.
ZÉ PEDRO: A assistência que tinha estado a ouvir, a noite toda, o Rock Around the Clock e outras coisas similares, ficou estática. Quando acabámos não se ouvia nem uma palma. Nem um assobio. Não se ouviu nada. Eles não devem ter percebido absolutamente nada e o que é verdade é que nós também não.
(...)
(excerto de Conta-me Histórias, de Ana Cristina Ferrão, Assírio & Alvim, 1991 - Rei Lagarto)
(...)
ZÉ PEDRO: Com aquele speed todo, um gajo estava a tocar e parecia que o tempo nunca mais passava, eu dizia «Muda! Muda!» e passado uns segundos «Acaba, acaba e começa já outra! Não percas muito tempo.» Foi tudo muito confuso!
TIM: A gente a serrar e os gajos do público deviam pensar que era sound-check... porque nós, mal o gajo que nos foi apresentar disse: «Xutos & Pontapés Rock'n'Roll Band», entrámos. Pegámos nos instrumentos e começámos logo. Por fim o Zé Leonel estava tão à toa que saiu pela frente do palco. O Kalu, quando o viu sair, foi-se também embora. Fiquei eu e o Zé Pedro sozinhos... quando reparámos nisso, fomos também embora.
ZÉ PEDRO: A assistência que tinha estado a ouvir, a noite toda, o Rock Around the Clock e outras coisas similares, ficou estática. Quando acabámos não se ouvia nem uma palma. Nem um assobio. Não se ouviu nada. Eles não devem ter percebido absolutamente nada e o que é verdade é que nós também não.
(...)
(excerto de Conta-me Histórias, de Ana Cristina Ferrão, Assírio & Alvim, 1991 - Rei Lagarto)
12.8.03
FALHAS
Falhas todos temos
Mas crónicos remorsos são por demais indesejáveis
Se agiste mal corta essa
Mas tenta pensar melhor da próxima vez
Não te deixes cair em tentações melancólicas
Porque rebolar no lodo só serve
para te sujares
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés
Falhas todos temos
Mas crónicos remorsos são por demais indesejáveis
Se agiste mal corta essa
Mas tenta pensar melhor da próxima vez
Não te deixes cair em tentações melancólicas
Porque rebolar no lodo só serve
para te sujares
letra: Tim
música: Xutos & Pontapés
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