19.5.08

CRISTOVAM PAVIA

O rouxinol gotejando vidro matinal e embaciado
No meio da noite,
No meio da planície, que é o meu corpo,
Ao relento da noite escura...
A queimadura fria do pirilampo no musgo,
Guardando debilmente a infância
Sob os ventos livres dormindo sob a abóbada levíssima.

(de Poesia, Moraes editores, 1982 – Círculo de Poesia)

3 comentários:

EDUARDO disse...

grande poema!!
um abraço


paradoxos

Victor Oliveira Mateus disse...

Fiz um link com o seu blog. Há muito aqui para eu esquadrinhar...
Pode passar também pelo meu lugar de poesia e livros, começou agora a dar os primeiros passos, mas, e apesar do que pretende ser, tem sempre as portas abertas para os que de perto o quiserem ver...

www.adispersapalavra.blogspot.com

Huckleberry Friend disse...

Belíssimo, Rui. Não conhecia. Como de costume, valeu a pena passar por cá! Abraço.