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1.1.09

ANTÓNIO LEITÃO

pomba


Aguardo uma pomba pequena
que chegue manhã com o sol,

que venha beijar-me este olhar
pisado de espera e vigília:

a pomba traz lume nas asas
e o céu fica roto de paz;

sustêm-se as coisas no assombro
da rota da pomba pequena!

Poema que eu vivo na alma
corado de ser esta pomba

pequena, de lume nas asas,
que chega manhã com o sol!

(de Chuva-Cântico-Esperança, edição do Autor, 1965)

24.10.05

[outros melros XXX]

ANTÓNIO LEITÃO

XIII


Canta um melro triste
pelo mato denso;
triste porque o penso,
canta, logo existe.
Quem dera soltar-se
da Filosofia,
melro sem Descartes,
pura melodia!

(de O Tempo e o Sonho, 1989)