18.6.07

GASTÃO CRUZ

3


Junho é um mês funesto
com o céu coberto
de armas

Da secura de junho
ninguém ainda morre
em cada corpo a boca
envolve os dentes mansos

(de Escassez, 1967)

5 comentários:

Arnaldo Lemos disse...

Neste momento está é coberto de nuvens e essa secura é bem contrária...

Abraço...

rui disse...

"Arnaldo",
gosto em ver-te por aqui, a sério!

Pois é... a questão é q eu não interpreto o poema metereologicamente.

Abraço!

Arnaldo Lemos disse...

Rui, lá por não comentar não quer dizer que não passe por aqui. Quanto ao poema, se o interpretasse também meteorologicamente não sei o que faria com as armas no céu. Foi apenas a ironia do momento...

Grande abraço...

Alves Bento Belisário disse...

"...E ver esbater-se
O verbo na madrugada do sossego
Dos seios das virgens."

rui disse...

Bem, "Arnaldo", o "aqui" era mesmo a caixa de comentários. Quanto às interpretações do poema, é isso mesmo, as metáforas são uma coisa q dá origem a isso a q chamas (é uma expressão feliz) "ironia do momento".

ABB, imagino q esse acrescento seja da sua autoria; seja ou não, cai bem. Aproveitei para ir às suas "correntes", onde já não ia há algum tempo: continua em forma.