transporto material muito fino
vidro assoprado
por ares assassinos
vitrais doloridos
no ventre macerado
de Santa Bárbara
como um trovão
o amor alongado
por malhas largas
onde erramos a pescaria
e encontramos os corpos
dos nossos próprios pés
atados por limos
(da As vinhas de meu pai, Quasi edições, 2000 - biblioteca "uma existência de papel")
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1 comentário:
Obrigado pela partilha Rui. Apreciei os versos da Ana Paula Inácio.
Névada
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