13.6.13

THOMAS McCARTHY


A CASA PROTEGE-TE

A casa protege-te como é próprio de uma casa.
Torna-se a zona exclusiva da imaginação —
mas no interior da zona há algo mais,
uma máquina blindada de rotinas
focinhando tudo. A casa nunca pára quieta:
vai a todo o vapor à tua marcha
e esmaga tudo em seu caminho.

Nada ousa opor-se à tua depressão.
Como súbditos, curvamo-nos, abrimos alas;
tornamo-nos estúpidos em mais um dia desolador.
O que eu odeio é a tua máquina não lubrificada:
O que eu contenho é a minha ira sem resposta.



 

(in O Jardim da Dor e outros poemas, tradução colectiva em mateus, Quetzal editores, 1993)

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